Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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21/02/2018

Novamente o Largo do Rato

Quarteirão do polémico “mono do Rato” vai mesmo ser demolido nos próximos dias

Obra ao largo: será desta que se ergue o mono do Rato?


20/02/2018

Sé de Lisboa - atentado ao património iminente - pedido de esclarecimentos


Confirma-se tudo, portanto...
Resposta da DGPC (21.2.2018):

«Exmos Senhores,

Conforme abaixo solicitado, encarrega-me o Sr. Subdiretor-Geral, Arq. João Carlos dos Santos, de remeter os esclarecimentos infra sobre a intervenção em assunto.

Projeto de Recuperação e Valorização da Sé Patriarcal

O Projeto de Recuperação e Valorização da Sé Patriarcal – Instalação do Núcleo Arqueológico e Recuperação do Claustro, após a fase de concurso de concurso público, encontra-se neste momento em fase de início de execução.

Este projeto de reabilitação foi apresentado na Revista do Património, n.º4 de Dezembro de 2016, com 3 artigos, da página 114 à 139 – Maria João Neto, A Sé de Lisboa e o seu claustro: sucessivas campanhas de obras e de restauro; Alexandra Gaspar e Ana Gomes, Sé de Lisboa – as escavações arqueológicas e o projeto de musealização; Jorge Figueira, Risco e prudência. A instalação do núcleo arqueológico no claustro da Sé Patriarcal de Lisboa.

Protocolo
Trata-se de um projeto resultante de um protocolo entre esta Direção-Geral, Cabido da Sé Metropolitana Patriarcal de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa datado de 2012 e de um trabalho prolongado de reflexão iniciado em 2013 com a apresentação de um Estudo Prévio, Estudo histórico e de uma proposta de Projeto de Arquitetura. No âmbito deste protocolo, o Cabido da Sé Metropolitana Patriarcal de Lisboa contratou a equipa projetista.

Objetivos
Os principais objetivos deste projeto são a consolidação estrutural, a musealização das ruínas arqueológicas existentes no jardim do Claustro e a conservação e restauro de todo o Claustro inferior, das Capelas e de todo o património integrado.

Leitura Arqueológica
Quando se iniciaram as escavações arqueológicas no Claustro, na altura fruto de um acaso, eram grandes as expectativas relativamente às leituras diacrónicas que o terreno iria permitir uma vez que estamos na área central das diferentes cidades que se implantaram na colina do Castelo – a cidade romana, a islâmica e a medieval.
O resultado das escavações arqueológicas veio superar as expectativas. A presença de várias estruturas de carácter único, no cômputo geral dos conhecimentos atuais das cidades romana e islâmica permitiram uma leitura do espaço, assim como do próprio monumento. A rua romana – cardine da Olisipo Felicitas Iulia – construída na primeira metade do século I d.C. preserva ainda o seu lajeado intacto numa extensão de 17,5 m sendo também visível todo o sistema de infraestruturas e de lojas que a ladeavam e de parte de uma casa. O outro elemento único que se destaca é o edifício público islâmico que se estende a toda a largura do Claustro e que preserva um compartimento com cobertura em abóbada e paredes rebocadas em bandas brancas e vermelhas atingindo nalguns casos os 3 metros de altura. Este edifício estendia-se sob o deambulatório e sob o claustro relacionando-se com a rua a sul. A Carta do Cruzado Osberno localiza a mesquita al jama neste local podendo, eventualmente, este edifício fazer parte das dependências da mesquita.
Ao longo dos tempos a ocupação do espaço foi condicionada pela topografia da colina desenvolvendo-se a implantação dos edifícios em duas plataformas com áreas de caráter público e privado destas duas cidades.
As leituras diacrónicas fazem remontar as ocupações à Idade do Ferro no século VII/VI a.C. estendendo-se até à construção do claustro nos finais do século XIII/inícios do século XIV e permitem registar como se sobrepuseram as diferentes cidades, como se reutilizaram ou abandonaram estruturas e infraestruturas.
A construção do Claustro veio alterar toda a topografia do espaço. A necessidade de construir uma plataforma levou, segundo a interpretação das arqueólogas responsáveis, já referidas em publicações de caráter científico e de divulgação, à construção da muralha a sul e ao aterro de toda a área, sobre o edifício público e o bairro de habitação, parcialmente destruídos, para a implantação do Claustro da Catedral. Um documento da época descritivo da obra, em que se refere quantos homens e mulheres aí trabalharam, os diferentes artífices assim como a proveniência e transporte dos materiais de construção, aproxima-nos da vivência da obra.
Foi a importância destas ruínas arqueológicas, a sua boa preservação e consequente boa leitura que levou a que se tenha sempre considerado essencial a sua musealização contribuindo para a história da cidade de Lisboa. Nas cidades atuais, nomeadamente nos centros históricos, nem tudo pode ficar acessível e musealizado. Privilegiam-se assim áreas com grandes dimensões e em que as estruturas arqueológicas estejam bem preservadas e que permitam mostrar os diferentes equipamentos públicos ou privados das cidades subjacentes. As ruínas arqueológicas postas a descoberto no Claustro da Sé são um caso exemplar.

Esclarecimentos

a) Exposição do acervo museológico resultado das intervenções arqueológicas. A complexidade do conjunto das ruínas arqueológicas com longas diacronias só será compreensível estabelecendo um programa museológico entre as ruínas e o espólio. Tentou encontrar-se uma outra solução na área do Claustro mas isso implicaria uma alteração das construções existentes sendo mais impactante do que a solução encontrada de construção de um edifício enterrado por vós referido como “bunker de betão armado”. A área escolhida corresponde ao grande aterro realizado para a construção do Claustro que levou à destruição de várias estruturas. Esta área será alvo de intervenção arqueológica estando prevista no projeto a possibilidade de integração de estruturas arqueológicas que venham a surgir.

b) O único acesso existente entre o claustro superior e inferior faz-se através de uma escada onde só circula uma pessoa de cada vez. Esta escada foi construída nas obras de restauro do Augusto Fuschini no princípio do século XX. A nova cripta implica a introdução de uma nova caixa de escadas por vós designada como “torre espelhada” localizada na mesma zona com uma dimensão que permitirá a circulação em segurança. Esta é assumida como um elemento contemporâneo no monumento sendo proposto o seu revestimento com azulejos artesanais curvos espelhados.

c) Por motivos de segurança, houve necessidade de introdução de uma porta de emergência. A opção da sua localização deriva do facto de, embora saibamos que a muralha está relacionada com a construção do claustro, esta foi, ao longo dos séculos afetada, pelo menos pelo grande terramoto do século XVIII, não se sabendo qual o real impacto, embora as gravuras representem a sua total destruição. Nos restauros do século XX também se regista a sua desmontagem parcial, a sua remontagem, a abertura e fecho de janelas respondendo às tendências de cada época. A intervenção arqueológica talvez venha a trazer novos dados sobre estas alterações. Foi acordado que a porta seria dissimulada com a recolocação da leitura do aparelho da muralha utilizando as pedras da própria estrutura. Acresce que a existência desta porta permitirá o acesso a pessoas com mobilidade reduzida que poderão, através do elevador aceder ao claustro e a toda a igreja. De referir ainda, que toda a área arqueológica será dos poucos projetos de musealização com acessibilidade total a pessoas de mobilidade reduzida.

d) O projeto foi analisado nas suas diferentes fases, nomeadamente o de execução tendo sido alvo de pareceres técnicos das diferentes especialidades obtendo um despacho favorável condicionado exarado pelo Sr. Subdiretor-Geral a algumas questões, nomeadamente relacionadas com o claustro superior não intervencionado nesta fase, a conservação e restauro das capelas e ao nível dos projetos de especialidades. Do ponto de vista da arqueologia está condicionado às escavações arqueológicas.

e) Mais se informa que o processo é público podendo ser pedida a sua consulta pelo mail: s.dspaa@dgpc.pt

Por último, refira-se que a concretização da musealização deste conjunto tem sido demorada e por diversas vezes adiada. Neste momento encontram-se reunidas todas as condições para a sua execução - uma convergência das instituições, um projeto que permite a preservação das ruínas e as verbas necessárias a este empreendimento.
Este projeto irá permitir a recuperação do claustro, repondo a sua leitura na íntegra com a área de pátio e os seus dois andares, com um conjunto arqueológico em cripta, permitindo o usufruto de todo este património.
Melhores cumprimentos

Carlos Bessa»

...

Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva


C.c. Patriarcado, Sec. Bens Culturais da Igreja, Vigararia da Sé de Lisboa, CML, ICOMOS

Considerando a importância da Sé-Catedral de Lisboa no conjunto das igrejas sedes de diocese portuguesas, e dado o seu inegável valor histórico, simbólico e patrimonial;

Conscientes do facto de esta ser uma das mais emblemáticas igrejas de Lisboa, verdadeiro repositório da história nacional, e de, por isso mesmo, a sua integridade enquanto Monumento Nacional não poder estar em risco por quaisquer operações urbanísticas as quais, sob o pretexto de se constituírem como mais-valias, mais não são do que um atentado ao património;

Solicitamos a V. Exa. o envio de toda a documentação relativa ao projecto de musealização dos achados arqueológicos nos claustros da Sé de Lisboa, o qual, ao que parece, contempla:

- a destruição de parte da muralha do Monumento para abertura de uma porta na Rua das Cruzes da Sé (http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/lisboa-estado-portugues-e-igreja-recuperam-na-se-memoria-viva-util-para-a-sociedade), onde já terão sido abatidas laranjeiras para esse efeito;
- a construção de uma torre "espelhada" com azulejos dourados e brancos;
- a construção de um "bunker" em betão armado.

Gostaríamos, ainda de ter acesso às actas das reuniões e das termos do concurso público do qual saiu vencedor o atelier do Arquitecto Adalberto Reis, bem como o texto do protocolo celebrado entre a DGPC e o Patriarcado de Lisboa.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Miguel de Sepúlveda Velloso, Bernardo Ferreira de Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Bruno Rocha Ferreira, Júlio Amorim, Luís Mascarenhas Gaivão, Pedro Malheiros Fonseca, Fernando Silva Grade, Rosa Casimiro, Luís Rêgo, Maria de Morais, Luís Serpa, Gonçalo Cornélio da Silva, Rui Martins, Maria João Pinto, Irene Santos, Jorge Pinto, Alexandra Maia Mendonça, Maria Carvalho, Pedro Henrique Aparício, João Pinto Soares, José Filipe Toga Soares, Fátima Castanheira

Dentro da mediocridade habitual, até que esta nova Feira Popular está acima da média:


Mais fotos em http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1478648&page=266

19/02/2018

À 12ª Comissão da Assembleia da República


C.c. DGPC, PCML, AML e Associação Ventura Terra

Exmos. Senhores

Seguem junto fotos de ontem, que mostram não só a clareira (buraco) agora existente defronte ao Palacete Mendonça, que já significou na prática o abate de todas as árvores naquela área, como a própria escadaria desfeita...
Perguntamos se é para isto que serve uma Classificação de Interesse Público (palacete e parque).
Melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim

15/02/2018

Pedido de esclarecimento à Comissão Técnica de Apreciação DGPC/CML


Foto do Palácio da Anunciada

Bom dia,

Considerando o poder que é detido por essa comissão em matéria de autorizações de operações urbanísticas na cidade de Lisboa com um impacto profundo no tecido histórico da cidade,

Considerando que a esmagadora maioria dos casos abaixo mencionados, são suspeita de um facilitismo altamente lesivo dos valores patrimoniais em causa e profundamente prejudicial para a cidade de Lisboa,

Considerando que nessa comissão têm assento dois técnicos superiores da DGPC, Arquitectos Teresa Gamboa e Flávio Lopes, cuja primeira missão é exercerem funções coerentes com o mandato atribuído à DGPC, "preservar, salvaguardar, valorizar e divulgar" o património,

Sabendo que a esmagadora maioria dos grupos ligados ao património da cidade e crescentes sectores da opinião pública, repudiam o modo aligeirado como são destruídos, esventrados, arrasados, palácios, palacetes, prédios Arte-Nova, prédios pombalinos, casas seiscentistas, casas e moradias fim-de-século, conventos extintos, instalações fabris da arquitetura do ferro, interiores com azulejos, talhas, mármores, vitrais, entradas de menor ou maior aparato, cinemas, teatros, numa palavra, tudo e tudo com o selo dessa Comissão,

Reconhecendo que noutras cidades igualmente dinâmicas e com forte presença turística, os promotores, operadores e todos os que querem intervir no casco antigo, são obrigados a respeitar escrupulosamente cadernos de encargos que definem o que pode ser feito e não nos antípodas do que acontece em Lisboa,

cumpre perguntar:

a) que interpretação faz essa Comissão da Lei de Bases do Património, dos vários artigos do PDM que defendem a manutenção e salvaguarda de extensas áreas da cidade

b) o que entende essa Comissão por "alterações em obra"? E como procede à sua autorização?

c) por que razão, numa era em que tudo é revisto para ser actualizado, o protocolo que manieta a CML e a DGPC aos pareceres discutíveis dessa Comissão, não o foi até à data?

d) quais as funções dos dois arquitectos mencionados e da arquitecta Sara Campino da CML?

e) em que levantamento fotográfico se basearam para dar parecer positivo às operações urbanísticas aqui mencionadas?

f) no dever de transparência que norteia e é a própria razão de ser de todos os organismos públicos ou instâncias deles criadas, solicitamos o envio das actas das reuniões em que foi dado parecer positivo às operações urbanísticas abaixo elencadas, bem como toda a documentação pertinente, projectos e pedidos de alterações em obra com respectivas justificações técnicas:

1 - Palácio da Anunciada, destruídos os jardins as mansardas, a cozinha, escadas todas as dependências,
2 - Palácio São Miguel, na Praça da Alegria, completamente destruído
3 - Palácio Santa Helena,
4 - Casa apalaçada no Campo dos Mártires da Pátria
5 - Moradia pombalina na Rua da Lapa, projecto Aires Mateus, demolida
6 - Palacete na Rua das Trinas, tornejando para a Rua da Lapa, esventrado e demolido
7 - Casa da Rua de São Bernardo, projecto Aires Mateus
8 - Quarteirão da Guérin na Avenida da Liberdade com destruição integral dos palacetes que dão para o Pátio do Tronco, aumentos de cérceas, destruição de todos os interiores
9 - Palácio Coculim na rua do Cais de Santarém
10 - Ampliação do Bairro Alto Hotel com destruição integral dos interiores e de elementos da fachada de dois prédios, um na Rua do Alecrim, outro no Largo Barão de Quintela, projecto Souto Moura
11 - Palacete no Largo António de Sousa de Macedo, com destruição de todos os elementos decorativos ainda existentes, projecto Aires Mateus,
12 - Casa da Praça das Flores, projecto Souto Moura
13 - Prédio pombalino na Rua António Maria Cardoso, destruído na íntegra.
14 - Prédio na Rua de São João da Mata com uma das primeiras fachadas em azulejos da cidade de Lisboa e que se encontra actualmente em obra
15 - Palácio Alvito
16 - Construção do Museu Judaico
17 - Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, projecto Souto Mour
a

São muitas e infelizes as interpretações contestáveis à legislação em vigor, recorrendo-se a estratagemas vários para dar luz verde ao que em boa consciência nunca deveria ter passado de um mero projecto. Sabe-o essa Comissão e sabemo-lo nós.

Com os melhores cumprimentos,

Miguel de Sepúlveda Velloso
Membro do Fórum Cidadania Lx

Petição pela salvaguarda e classificação de edifício e jardim da R. Pau de Bandeira, 1 - ASSINE E DIVULGUE, S.F.F. OBRIGADO!


AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

À atenção
Do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dos Senhores Deputados à Assembleia Municipal de Lisboa
Da Senhora Directora-Geral do Património Cultural


O edifício à esquerda na fotografia, construído na segunda metade do século XIX e antigamente utilizado como cocheira, e este lindo jardim, não se encontram em Sintra, mas sim no meio da nossa Lisboa (rua Pau de Bandeira, nº 1).

Quando ainda a preservação do património histórico tinha mais valor do que a especulação imobiliária, por duas vezes (processo n. 14696/77 e processo n. 20986/78) a Câmara de Lisboa estabeleceu que o edifício devia ser preservado, chegando a propor a intimação ao proprietário “a proceder a obras de reconstrução no prazo de 18 meses, sob pena de expropriação”, o que nunca se verificou.

Em vez disso, neste preciso momento, a mesma Câmara Municipal de Lisboa avalia um projecto que prevê a demolição integral deste edifício, para construir, no seu lugar, um prédio de 4 pisos com garagem.

Em nosso entender, este conjunto harmonioso palacete-jardim-cocheira deve ser preservado na sua íntegra e, como tal apelamos ao Senhor Presidente da Câmara e aos Senhores Deputados Municipais para que impeçam a demolição da antiga cocheira da rua Pau de Bandeira, impedindo assim a destruição deste exemplar de arquitectura romântica.

Em nosso entender, este conjunto deve ser classificado pela Direcção-Geral do Património Cultural, pelo que aqui também se solicita a abertura do respectivo processo de classificação.

Os abaixo assinados...

AQUI: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88360

A JF Areeiro anda a gozar com o Regulamento do Arvoredo, não anda?


Podar assim a magnólia da Praça João do Rio, abater plátanos sadios no Bº Arco do Cego??
(fotos via Rosa Casimiro)

14/02/2018

Linha da Frente (XX) - Episódio 5 - RTP Play - RTP

Linha da Frente (XX) - Episódio 5 - RTP Play - RTP

Edifício CTT - Praça D. Luís - queixa à Provedoria de Justiça


Imagens da actualidade
Imagens virtuais antes do projecto construído
Exma. Senhora Provedora de Justiça
Profª Doutora Maria Lúcia Amaral


Decorrido praticamente um ano sobre o nosso pedido de esclarecimentos infra (http://cidadanialx.blogspot.pt/2017/02/edificio-ctt-da-praca-d-luis-8-building.html), e uma vez que se mantém a situação que nos levou a contactar a CML e a DGPC - a pala ilegal mantém-se no cimo do edifício e a esfera-armilar continua por recolocar - e não obtivemos nenhuma resposta de nenhum dos organismos referidos, serve o presente para apresentar queixa à Provedoria de Justiça, solicitando a V. Exa. que ajude a repor a legalidade em todo este processo.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel Atanázio Carvalho, Jorge Pinto, Maria do Rosário Reiche, Fátima Castanheira, Nuno Caiado, José Amador

09/02/2018

Palácio Ludovice - Hotel - Pedido de esclarecimentos à DGPC


Exma. Sra. Directora-Geral
Arq. Paula Silva


Cc. PCML, AML e media

No seguimento de notícias vindas a público dando conta da aprovação de um projecto (http://pg-arq.com/portfolio/hotel-palacio-ludovice/) de transformação do Palácio Ludovice (Rua de São Pedro de Alcântara, 39-49; Rua do Diário de Notícias, 144-154; Travessa da Boa-Hora ao Bairro Alto, 2-12; Travessa da Cara, 1-3A) em unidade hoteleira;

E considerando que o mesmo é classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público (DL de 22 março 1938) e está incluído na Zona de Proteção do Ascensor da Glória (MN);

Solicitamos a V. Exa. que nos informe qual o parecer da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) relativamente aos interiores do Palácio Ludovice e à necessidade de assegurar a preservação da sua integridade (capela incluída) e autenticidade, tendo em conta o que a própria DGPC definiu acerca do património integrado (azulejos e pintura), e se existe algum levantamento fotográfico actualizado sobre os referidos interiores.

Igualmente, solicitamos que nos informe se está prevista a fiscalização durante os trabalhos de adaptação do imóvel.

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Ana Celeste Glória, Luís Serpa, Luís Mascarenhas Gaivão, Rui Martins, Maria João Pinto, Beatriz Empis, Fernando Jorge, Gonçalo Cornélio da Silva, António Araújo, Maria de Morais, Fernando Silva Grade, Jorge Pinto, Pedro Henrique Aparício, Maria Ramalho, Virgílio Marques, José Amador, Fátima Castanheira e Miguel de Sepúlveda Velloso

Afinal em que ficamos?


A DGPC autorizou o projecto da foto de cima (via Nuno Paiva) ou autorizou os azulejos da foto de baixo?

Era assim, ficou assado:


Fotos de Diana Ralha (2009) e de Luís Mascarenhas Gaivão (2017)

Boas notícias desde os logradouros do Bairro das Estacas:


Ou seja, a JF Alvalade não parte nem inventa (na 1ª imagem, abre-se uma bolsa de estacionamento no lugar do terreiro do lado da Frei Miguel Contreiras, mas não choca...era evitável mas não choca), antes preserva e recupera. Nada mau. Fossem todas as intervenções em espaço público desta cidade ... assim. Ufa.

08/02/2018

Imagens fresquinhas da "recuperação do parque" do Palacete Mendonça


A grande epopeia da fundação continua a todo o gás. Que importa que tudo aquilo seja de interesse público?! É a caridade, senhores.

Azulejos no Quarteirão da Suíça - Pedido de esclarecimentos à DGPC


Exma. Senhora Directora-Geral
Arq. Paula Silva

C.C. PCML, AML e media

No seguimento do revestimento a azulejo já executado no "quarteirão da Suíça", em Lisboa, e que terá sido autorizado pelos serviços dessa Direcção-Geral (http://observador.pt/2018/01/26/praca-da-figueira-com-fachada-coberta-de-azulejos/);

Considerando que os azulejos já colocados não são os azulejos que constavam da proposta original de Daciano Costa, de 2001;

E independentemente de considerarmos este revestimento violador das normas em vigor relativas ao Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina (anexo 3, referente ao tratamento das fachadas);

Serve o presente para solicitar a V. Exa. que nos esclareça se a autorização agora concedida pela DGPC se refere ao projecto de 2001 ou a este projecto agora executado (imagem em anexo).

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim

02/02/2018

120 Anos de Jorge Segurado - Visita ao "Bloco do Vá-Vá" - Domingo - 4 Fev. - 11h


No âmbito dos 120 Anos de Jorge Segurado (1898-1990), iremos visitar o Bloco do Vá-Vá (obra da autoria de seu irmão, o arq. José de Almeida Segurado) no Domingo, dia 4 de Fevereiro, às 11h.

Guia: Prof. Arq. Jorge Nunes

Entrada livre. Duração: 1 hora

Agradecimento: Companhia de Seguros España.
Apoio na divulgação: Junta de Freguesia de Alvalade.

01/02/2018

Ainda sobre a (des)ilusão geral em volta do Palacete Mendonça


Ainda sobre a (des)ilusão geral em volta do Palacete Mendonça (foto antiga de Marco Verch) fica o depoimento de Ana Alves de Sousa, escrito para para o projecto “Memórias das Avenidas” antes da tragédia se abater sobre o parque:

«O jardim do Palacete Mendonça
Avós e Netos de Mãos Dadas

Agradecimento
Ao Eng.º Rui Romão por tudo o que nos ensinou, pelo extraordinário exemplo de perseverança, amor e respeito pela natureza, por todo o trabalho que realizou neste jardim centenário durante mais de 25 anos.

Quando eu era pequena a minha Mãe falava-me das visitas que em tempos fizera com o seu Avô paterno a um palacete rodeado por um grande parque que ficava relativamente perto da casa onde ambos viviam, na Avenida António Augusto de Aguiar. Recordava sobretudo o jardim e a quinta, o moinho de vento, a água que escorria de cascatas forradas de fetos e de avencas, os túneis de buxo e, a meio da tarde, os chás e as bolachinhas servidos ao ar livre na sombra cheirosa de um caramanchão coberto de rosas de Santa Teresinha.

O palacete pertencia a Carolina e a Henrique de Mendonça, proprietários de roças em São Tomé. Sem ter certezas, penso que essas visitas dever-se-iam ao facto de Henrique de Mendonça ter sido, entre 1913 e 1925, Vice-Governador do Banco Nacional Ultramarino e de o meu Bisavô ter inaugurado a agência de Quelimane desse mesmo banco em 1902 e, anos mais tarde, ter sido responsável pela agência de Lourenço Marques. Assim sendo, existiria uma relação profissional que justificava esses encontros, bem como uma eventual amizade resultante do facto de terem ambos uma paixão imensa por África e de aí terem trabalhado e passado largos anos das suas vidas. Fosse por que razão fosse, o meu Bisavó era visita da casa. A minha Mãe acompanhava-o sempre que possível e essas tardes de passeio de mão dada com o seu Avô ficaram gravadas na sua memória.

Quando, em meados dos anos 60, viemos morar para o Bairro Azul, eu costumava passar rente ao muro do Palacete Mendonça, a caminho do Liceu Maria Amália. Espreitava através do gradeamento de ferro forjado e imaginava como teriam sido os tempos em que a minha Mãe brincava naquele enorme parque murado que parecia agora meio abandonado e selvagem, quase como se de uma floresta tropical se tratasse.

Durante muitos anos o jardim permaneceu inacessível até que finalmente, nos anos 90, a Universidade Nova, então proprietária do palacete, celebrou um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa: os serviços camarários responsabilizar-se-iam pelo arranjo e limpeza do parque e, como contrapartida, este passava a ser público mediante a apresentação de uma identificação. Anos mais tarde, a Fundação Calouste Gulbenkian emprestou à Universidade 13 esculturas que foram estrategicamente colocadas em diferentes pontos do parque, convidando à sua descoberta.

Pouco a pouco, o parque recuperou a sua beleza e dignidade e a minha Mãe voltou a passear pelo jardim da sua infância, agora de mão dada com os seus Netos.

O parque do Palacete Mendonça é pois, para a minha família - tal como, certamente, para muitas outras pessoas - um espaço mágico e foi com enorme alegria que soubemos da sua venda à Fundação Aga Khan na convicção de que esta irá proceder não só ao restauro do edifício mas também do parque e mantê-lo aberto à população, tal como esperado e noticiado. Deste modo, permitirá que aqui se renove essa maravilhosa cadeia de mãos dadas de tantas gerações e o Parque do Palacete Mendonça continuará a fazer parte da memória passada e futura de todos nós.

Ana Maria de Mendonça T.S. Alves de Sousa»

31/01/2018

150 Anos de Jorge Colaço ... em Loures


Excelentes notícias: o edifício da antiga Tabaqueira está salvo.


Excelentes notícias: o edifício da antiga Tabaqueira está salvo. E vai ser recuperado por Renzo Piano e Grazia Repetto (obrigado pela missiva!!) para mercado!

Estátua de D. Sebastião - Estação do Rossio - Pedido de esclarecimentos


À atenção da Infraestruturas de Portugal (Património)

Exmos. Senhores


Face às várias notícias vindas a público, até agora nunca concretizadas, sobre a recolocação da estátua atribuída a D. Sebastião no nicho da fachada principal da Estação do Rossio, somos a solicitar o melhor esclarecimento de V. Exas. quanto à data efectiva dessa recolocação, e se a mesma utilizará a estátua restaurada ou a réplica existente no Instituto Gama Pinto.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Júlio Amorim

Fotos: Jornal Público e Infraestruturas de Portugal

30/01/2018

Afinal, cadê o D. Sebastião?


(alerta via Pedro Bugarin; fotos: Público e Infraestruturas de Portugal)

Carta Aberta a Sua Alteza o Príncipe Aga Khan


fotografia (site +Lisboa)

Perante o a constatação de um brutal abate de árvores de grande porte no jardim ( classificado ) do Palacete Mendonça e o consequente silêncio das entidades públicas responsáveis, fazemos um apelo ao novo proprietário.


Your Highness Prince Aga Khan,

We are writing you with an urgent plea, taking into consideration the Foundation's legacy in regards to the rehabilitation of gardens and parks as well as the restoration of historic buildings all over the world.

We ask you to, please, stop the knocking down of hundreds of centenary trees, namely Celtis australis, in the gardens of the Foundation's future headquarters, in Lisbon. Along with the construction of a garage and a lake, these acts will certainly compromise the future of other trees in the park, such as the ensemble of dragon trees (Dracaena draco). This park is classified as of "Public Interest", according to Portuguese law, which gives the dimension of the important patrimony the Foundation has in hands.

We also call your attention to the reformation works inside the Palace Mendonça itself. This palace was conceived by one of the most important Portuguese architects of the beginning of the 20th century, Ventura Terra, and it stands for the most accomplished Art Nouveau buildings in Portugal. Any changes to its structure will compromise the coherence of the whole and examples of this architectural style do not abound in our country.

What is happening both in the park and the building does not live up to the standards the Foundation has put in other projects elsewhere and this is the more intriguing when what is at stake are its headquarters that should stand as a showcase of the Foundation's standards.

We kindly ask Your Highness for your intervention in stoping the destruction of Portuguese patrimony.

Thank you for your time and consideration.

Yours sincerely,

Plataforma em Defesa das Árvores
Fórum Cidadania Lx
Comissão de Moradores do Bairro Azul
Vizinhos das Avenidas Novas
Rui Romão (former Gardner of Palace Mendonça)
Associação de Moradores das Avenidas Novas de Lisboa

29/01/2018

Reclamação por obra ilegal na Rua Fialho de Almeida - Bairro Azul Conjunto de Interesse Municipal


Exmo. Senhor Vereador
Arq. Manuel Salgado


C.c. PCML, AML e JF Avenidas Novas

Como é do conhecimento de V. Exa., o Bairro Azul é conjunto classificado de Interesse Municipal (lote 50.02 do PDML) desde 2009, culminando um longo processo de anos de candidatura e análise pelos serviços da CML.

Ainda que desde 2009 a CML tenha vindo a adiar a elaboração e implementação de um caderno de boas práticas, muito menos um Regulamento, como seria sua expectável, de modo a parametrizar com eficácia o cumprimento das regras mínimas para a salvaguarda de um bem classificado pela própria CML como de “Interesse Municipal”;

Serve o presente para denunciar a situação que se verifica no nº 28 da Rua Fialho de Almeida, solicitando a melhor intervenção da CML no sentido de corrigir esta clara violação dos artigos 27º, 28º, 42º e 43º do Regulamento do PDML (ver imagem em anexo).

Na expectativa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Júlio Amorim, Luís Serpa, João Leonardo, Conceição Gomes da Silva, Cristina Franco, Teresa Sarmento, Rita Gomes Ferrão, Kátia Catulo

Ainda as caixas de distribuição - Parque Eduardo VII (com antena)


Agradecia que os responsáveis pela colocação e manutenção das caixas de distribuição, mantivessem as árvores fora da sua área de intervenção.

Pinto Soares

26/01/2018

Além de lenhadores são hipócritas...


Enquanto "Aga Khan doa 100 mil euros para recuperação do Pinhal de Leiria" (https://sol.sapo.pt/artigo/590231/aga-khan-doa-100-mil-euros-para-recuperacao-do-pinhal-de-leiria), já começaram a abater árvores com 100 anos no parque (CLASSIFICADO) do Palacete Mendonça:

25/01/2018

Mais palhaçada:


A Alcôa (foto 1, dos Guias Convida), perdão, a "Casa da Sorte" acaba de ser classificada de Interesse Público. Mais grave é a ausência de qualquer referência ao facto do interior da loja, que era de Conceição Silva, ter sido escavacado antes da abertura da classificação (fotos 2 e 3, de Cerâmica Modernista e de Fernando Jorge, 4). Não convém? Pois. Haja pastéis de nata para todos :-)

«Portaria n.º 75/2018 - Diário da República n.º 18/2018, Série II de 2018-01-25 114575246
Cultura - Gabinete do Ministro
Classifica como monumento de interesse público a Antiga Casa da Sorte, incluindo o património artístico integrado, na Rua Ivens, 74 e 76, e na Rua Garrett, 37 e 39, Lisboa, freguesia de Santa Maria Maior, concelho de Lisboa https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/114575246/details/2/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=114575216"

Acção popular pelo Forte de Santo António da Barra


Informa-se que deu ontem entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra uma acção popular referente ao Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril, Cascais.

Esta acção integra-se na estratégia que está a ser posta em prática pelo Fórum do Património 2017 (http://www.forumdopatrimonio.pt/), e é subscrita pelas seguintes associações: APAC (Castelos), APCA (Casas Antigas), ACC (Cascais) e GECoRPA (Grémio do Património).

Sobre a "nova Praça de Espanha" ...


Acho todas as propostas lindinhas e susceptíveis de implementar haja aforro para tanto, mais passarinho menos passarinho, mais charco menos charco, sendo que a 1, a 3 e a última me parecem as mais escorreitas, embora a última tenha uns passadiços decalcados de Sevilha hehehe. O mal, contudo, está nas premissas, ou seja:

1. Nos índices de construção e os parâmetros urbanísticos pré-definidos pela unidade de projecto (na prática serão erguidos muros envidraçados de vários pisos, seja no terreno onde estava a feira do Martim Moniz, seja em todo o “U” exterior, desde a Santos Dumont-Praça de Espanha-Avenida de Berna, que esmagarão o centrão verde e, claro, a pobre da Embaixada de Espanha – perdeu-se aqui uma oportunidade em unir num contínuo verde a FCG à embaixada, por exemplo)

2. Na operação de permutas de terrenos, no mínimo altamente duvidosa, mas quem calou consentiu e agora o pelicano até patrocina o concurso do Parque Urbano, como se fosse um grande agente da cidade!!

3. O estrangulamento rodoviário, que seria o grande desafio a resolver (quiçá com mini-túneis cirúrgicos…) vai continuar e acentuar-se, com o fim do atravessamento automóvel da praça: no final da Av.Gulbenkian, para quem virar para a Av. AAAguiar ou para a Av. Combatentes; no final da Av. Berna, junto à Praça de Espanha; e, bastante pior, a quem vem da Av. Combatentes para ir para a Av. Gulbenkian, que passará a andar aos “s”, no interior da malha urbana.

Ou seja, este concurso (que devia ter sido devia ter sido internacional…) devia abranger os próprios termos de referência da unidade de projecto, a montante. Assim, é mais uma laracha para entreter o pessoal com uns patinhos e umas plantas.

Vão a Madrid ver a circular e talvez aprendam qualquer coisa sobre como se planeia uma cidade, não sei. Mas é apenas o que eu "axo" e por isso vale pouco. :-)

Afinal, a digníssima fundação é apenas uma firma de lenhadores ...



E isto é apenas o princípio. Ok, estamos conversados quanto ao palacete Mendonça. Obrigado, claro, à DGPC e à CML pelo excelente trabalho feito a bem da nação (a foto abaixo é de Abril do ano passado).